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Caminho Livre para a inclusão do Deficiente Visual

 

O correto é: Portador de Deficiência, Portador de Necessidades Especiais ou Pessoa com Deficiência?

Publicado em 16/03/2011 por Ricardo De Melo em Discutindo a Deficiência com 95 comentários

Iniciando descrição da imagem...Imagem referente ao artigo O correto é Portador de Deficiência, Portador de Necessidades Especiais ou Pessoa com Deficiência. Essa imagem está com fundo branco e no centro de cor preta há uma silhueta de uma cabeça. No centro dessa cabeça há um sinal de interrogação. Imagem passa a sensação de dúvida. Iniciando texto...

Muitas pessoas ficam confusas na hora de usar uma terminologia para identificar um deficiente, seja qual for a deficiência. Com o passar do tempo surgem terminologias tidas como “corretas” ao passo que outras são abandonadas com o argumento de politicamente incorretas. Afinal, qual termo é correto e por quê?

Tentarei responder, mas quero deixar bem claro que tal resposta é extremamente pessoal e baseada na minha experiência como deficiente visual. Deixo o espaço dos comentários para você, caro amigo internauta, deixar registrada sua opinião.

Portador de Deficiência

O argumento a seguir, já foi citado em muitos lugares e situações, que é: Eu não porto minha deficiência como uma carteira ou uma chave. Eu não tenho a opção de deixá-la em casa. Quando saio de casa verifico se minhas chaves estão no bolso, se estou levando meu cartão de transporte público, meu óculos escuro e meu celular. Se eu portasse minha deficiência, eu provavelmente a esqueceria debaixo das almofadas da sala, de propósito.

Imagine a situação:

Você ceguinho, sai de casa e no meio do caminho fica olhando para aquela mulher loira, “simpática de corpo” e de vestido vermelho, só então percebe que está enxergando e que esqueceu sua cegueira em casa.

“Putz, esqueci minha deficiência na mesa de casa, recarregando a bateria!”

Aí não dá! Se eu portasse minha deficiência visual, faria questão de esquecê-la no porão ou deixá-la cair no chão e quebrar.

Pléfiti! Ih, foi mal aí, eu não tinha visto minha deficiência na beira da mesa!”

Portador de Necessidades Especiais

Essa pra mim é a pior de todas! Além de você ter que “portar”, o negócio ainda por cima é especial. O único Portador de Necessidades Especiais que conheço é o Lex Luthor, arqui-inimigo do Super-Homem. Pense comigo: O cara para poder realizar todas as suas malvadezas precisa andar com uma pedra de Kryptonita no bolso (altamente cancerígena), para poder usá-la contra o Homem de Aço.

O prefeito dessa cidade, Metrópole, é outro com necessidades especiais. Imagina você ter que reconstruir metade da cidade, quase que diariamente, só porque o Super resolveu “salvá-la” do ataque de seres de outros planetas.

Agora, se você não sabe quem é Superman, sua necessidade especial do momento é deixar de ser alienado, meu querido.

Necessidade Especial para mim é ter que tomar um copo de ácido sulfúrico todo dia pela manhã, por recomendação médica, é claro! Portador de Necessidade Especial então é ter que levar um alienígena com um mini canhão de plasma orbitrónico (seja lá o que isso quer dizer!) no bolso traseiro da calça.

Deficiente Total

Nós, os deficientes visuais, somos classificados (vamos por assim dizer) de duas formas: Deficiente Visual Total, conhecido como cego e Deficiente Visual Parcial, conhecido como baixa visão. E é na hora de tentar diferenciar os cegos dos baixa visão, que surgem os Deficientes Totais. Ouço diariamente frases do tipo:

“Ah, Fulano é Deficiente Total!”, “Eu sou Deficiente Total!” ou mais estranho ainda “Ele é Total!”

Levando pelo lado do bom humor, não vejo problema nessas afirmações, mas cá entre nós, se formos levar ao pé da letra, ser Deficiente Total, deve ser uma droga, não é mesmo?

Imagina levar nas costas o peso de todas as deficiências, não só as físicas, mas também as mentais, atitudinais, sociais e culturais? Isso é, se suas costas estiverem boas!

Imagina não ser eficiente no que você for fazer? Eu ficaria extremamente desmotivado em viver. Provavelmente iria me jogar da ponte tentando me matar, e provavelmente, iria fracassar ferozmente, pelo fato de ser um deficiente total, ou seja, tudo que eu fosse fazer não seria bom e eficiente o bastante para ser concretizado.

Pessoa com Deficiência

De cara, afirmo que esse termo me agrada mais. Aqui, enfim eu não porto nada, nem nada é especial e muito menos sou um fracassado total. Simples, objetivo e sem colocar minha deficiência na frente do meu caráter.

Pessoa com deficiência, ou PCD como alguns dizem, é o mesmo que dizer: rosto com espinhas, carro com freio ABS, policial com arma e político com dinheiro na cueca.

E o melhor de tudo, é que pessoa com deficiência não restringe ninguém, afinal todos temos algum tipo de deficiência. Ninguém é eficiente completamente, ninguém é perfeito, ninguém sabe tudo.

Eu por exemplo, além de deficiente visual, sou deficiente monetário, deficiente de status social, e nesse momento, deficiente de ideias legais para terminar esse artigo.

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95 Comentários

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Kellerson Viana disse em:

16/03/2011 - 20:14:27

Concordo com as reflexões sobre portadores e portadores de necessidades especiais. Agora quanto ao termo deficiência não vejo da falta de capacidade e sim a tradução literal do termo em espanhol que e (descapacidade.) Não veria com bons olhos e nem seria politicamente correto pessoa com descapacidade. Acho que de acordo com a nossa cultura, ficaria explícito pela nossa língua a maior ligação a falta de capacidade.
Depois de 2007 com a ratificação pelo Brasil da Convenção sobre os direitos das Pessoas com Deficiência/ONU, e pelo o próprio movimento das pessoas com deficiência que já ansiavam por esse termo pessoas com deficiência. Vejo que nesse momento qualquer documento legal que seja olhado pela luz da Convenção tem que sair com essa monoclatura que não agride o serumano que tenha alguma deficiência..


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Ricardo De Melo disse em:

16/03/2011 - 20:27:50

Olá Kellerson , obrigado por deixar um comentário nesse artigo. Comente sempre!

Queria deixar bem claro, para você e para os que lerem esse artigo, que eu não acho que a palavra Deficiente significa falta de capacidade ou descapacidade como você aponta. Como abordo no artigo refiro-me a essa palavra como o contrário de eficiente.


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Maria Nalva disse em:

18/03/2011 - 11:13:32

Olá Ricardo! Acho legal o seu ponto de vista falando da deficiência e das nomenclaturas e, adiciono mais uma versão que é a de que “portador de deficiência” é aquela pessoa que porta algo como um vírus ou algo que pode ser passado como o vírus do HIV ou o da malária.
A pessoa que porta o HIV pode transmitir a outra pessoa o vírus e a cegueira ou deficiência visual só é transmitida quando pai e mãe têm a mesma doença, como no caso do glaucoma, por isso, eu também não acho este termo apropriado.
No caso do termo “deficiente total” eu acho que não se deve levar tudo ao pé da letra!
Também aproveito para parabenizar todos do movimento livre!
Um grande beijo no coração!

Maria Nalva


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Ricardo De Melo disse em:

18/03/2011 - 11:18:45

Olá Maria, obrigado por comentar meu artigo.

Essa definição de portador, em relação à vírus, nunca tinha ouvido. E realmente faz sentido.

Quanto ao termo Deficiente Total, coloquei no artigo mais como ponto de humor mesmo. Acho muito engraçado, quando nós os deficientes visuais, usamos esse termo.


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Domingos Ferreira disse em:

18/03/2011 - 21:04:12

Viva! Apenas algumas considerações em relação ao artigo, também elas pessoais. Para mim tanto me faz que me chamem o que quizerem, desde que não seja coitadinho... Aliás a coisa mais engraçada que já ouvi, foi referirem-se a um cego como audiovisual. O que na realidade tem sentido, já que nós fazemos som e produzimos imagem. Pode ser que um dia destes nos chamem multimédia. Isto leva-me a outra consideração, mais de português que de outra ordem qualquer. É que não concordo que seja correcto utilizar o termo "deficiente visual", pois ao que sei, o meu visual é correto, quero dizer, todos me conseguem ver bem (menos pessoas como nós), portanto seria mais correto, linguisticamente falando, utilizar a expressão deficiente da visão, já que é esse sentido que tenho afectado e não própriamente a imagem.
É apenas uma reflexão, já que, ao que parece, parece que toda gente quer politicamente correcta.
ABS e continuação de bom trabalho.


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Irene disse em:

20/03/2011 - 11:03:18

Olá, pessoal.
A cada dia, eu me surpreendo mais e mais agradavelmente com este meu colega de trabalho.
Meus parabéns, o artigo ficou melhor do que já estava, acho que vou transferir pra você meu papel de produtora de textos.
Você é o cara!
Quanto ao tema, sem dúvida são sentimentos pessoais, cada um tem a sua maneira de absorver e digerir as mais diversas manifestações da sociedade.
Admito que algumas são de doer e em seu artigo você as coloca muito bem. Eu já ando meio imune a qualquer coisa e isso não é nada bom, afinal nesse estágio o indivíduo já não tem olhar crítico pras coisas e isso realmente não é nada bom.

Abraço a todos.


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marly solnanowski disse em:

20/03/2011 - 11:06:34

Bravo Ricardo! Excelente humor e excelentes comentários. Existem momentos em que se torna necessário a recriação linguística. Foi o que você fêz com as definições criativas que deu colocando suas formas de sentir com relação aos termos ligados à deficiência. Nem sempre precisamos ficar grudados ao sentido literal dos dicionários. Gostei também dos outros comentários que vão fervilhando em nossas cabeças, nos fazendo refletir sobre os limites impostos pela baixa ou mesmo ausência da visão física. Há momento que percebi seraté a palavra deficiente vista como um mistério. Muitas vezes me apresento como pessoa cega no intuito de resolver mais rapidamente essa questão de vocabulário. Por que sentir-se assustada com palavras quando criamos coragem prá transcender nossos limites? grande abraço com votos de que a desdramatização da cegueira e da baixa visão prossiga pois acredito que pode auxiliar nessa transcendência.


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William disse em:

20/03/2011 - 18:14:32

Meus amigos! O que é mais gostoso nesta conversa é que estamos nos expressando por nós mesmos. Fica claro que não queremos ser rotulados. Na minha opinião, qualquer termo que esteja ligado a palavra deficiência traduz negativamente.É claro que a visão neste caso está comprometida mas, não podemos generalizar o conjunto que compôe o indivíduo e esse termo "deficiência" compromete. As pessoas falam que o termo " pessoas com deficiência" é o termo correto mas, acho que ainda para estar mais próximo ao correto não deveria ter o termo "deficiência" nem antes, nem no meio e nem depois.
Um abraço a todos:
William


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Ricardo De Melo disse em:

21/03/2011 - 14:11:42

Quero agradecer à todos pelos elogios e considerações em relação ao meu artigo.

Acho que a Marly tocou num ponto fundamental, em relação ao meu artigo, que é a questão da desdramatização quando se fala sobre a deficiência visual.

Optei por um texto bem humorado, e até certo ponto, escrachado, justamente no intuito de fazer com que as pessoas reflitam sobre o tema sem ficar se matando e debatendo em cima de ideologias e afins.


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Fabio disse em:

23/03/2011 - 10:14:32

Os termos são acrescentados até mesmo referente ao que acontece na atualidade. Como por exemplo a novela "América", por devido ao personagem Jatoba alguns cegos ou deficientes eram chamados de Jatoba. Mas importante é verificar os termos que são colocados pelo próprio Governo Federal, através de derminações feitas e colocadas até mesmo no Diário Oficial, quando modificado.


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Renato Tadeu Barbato disse em:

26/03/2011 - 23:45:20

Olá para todos.
Muito interessante esse texto e os comentários feitos por todos.
No meu ponto de vista, concordo com o Ricardo, com a Marly e com outras matérias que já foram publicadas.
Vejamos.
Eu também não me considero portador de nada, afinal é um termo muito pesado e que me lembra algum criminoso.
Portador de droga, portador de arma entre outros.
Também não tenho necessidade especial porque não sou especial, só preciso de algumas ferramentas para me auxiliar no meu dia-a-dia.
Talvez o que mais se aproxime é o deficiente, porém, quem nesse planeta não é deficiente?
Vejamos.
O diabético só é diabético porque o pâncreas não funciona, então ele tem uma deficiência e olhe que a deficiência dele é mais grave que a minha, porque a visual não me leva a morte, porém a diabete...
E os cardíacos? Também não são deficientes?
Afinal o coração e o sistema circulatório não está funcionando a contento.
E novamente esta deficiência mata, diferente da minha.
Então penso que não exista pessoa sem deficiência no planeta, logo, não devem rotular ninguém como deficiente.
Então volto a matéria sobre os termos cego, ceguinho e cegueta.
Penso que como a Marly bem colocou, a pessoa é que deve deixar de lado a sua falta de aceitação e assumir a sua condição de cego ou baixa visão, afinal todos os outros termos são meramente carapuças para esconder a não aceitação do indivíduo com relaçãoo a sua diferença com outros seres humanos.
Certamente no dia em que nós nos aceitarmos será muito mais fácil a nossa aceitação pelos demais.
Parabéns pela excelente reflexão, meu amigo caraíba.
Ha sim, e se começarem a me rotular com esses termos que mais parecem designações de criminosos, vou dar uma de Maçaranduba, o personagem do programa Casseta e Planeta, vou dar "PORRADA".
Um grande abraço.
PAZ E LUZ.


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Djair Pereira disse em:

03/05/2011 - 20:14:57

Sou Professor Universitário. Não sou cego, ou melhor, deficiente visual. Apenas estou pesquisando junto com meus alunos informações para um artigo que pretendemos escrever na disciplina de marketing- as dificuldades do deficiente visual na aquisição de produtos ou serviços, em embalagens que não são escritas ou grafadas em braile. Podem comentar, mandem informações....agredecemos , pois etamos muito preocupados com "essa falha de marketing" em esquecer os deficientes visuais na hora de desenvolver uma boa embalagem. Abraços. Prof. Djair Pereira- Faculdade Flaminto e Faculdade Sumaré- São Paulo, Capital


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FERNANDO SCALABRINI PAES disse em:

12/05/2011 - 18:26:29

Interessante o que um texto voltado para o humor leve a discussões tão sérias....

Concordo com você Ricardo, e como um outro comentário diz, todo mundo tem alguma deficiência, diabetes, cardiaca e etc

Mas sabe qual é a ironia? é que a "nossa" deficiência é visível! ...

Parabéns pelo artigo, só com muito bom humor para enfrentar tais adversidades.

Abraços a todos!


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Geovanna disse em:

07/06/2011 - 16:41:12

Bom dia!
Sou academica de Pedagogia em SC. No ano passado tive aulade Educação Especial e numa das ocasiões minha professora salientou que não deveria ser utilizado o termo Deficiente Fisico, que o correto seria Portador de Necessidades Especiais pois teria sido o termo adotado em algum evento relacionado a situação. Na semana passada minha professora de didática falou que eram Deficientes Fisicos e que ela tinha Lei que abordava o termo. Estou confusa pois não consigo encontrar o termo correto com embasamento legal.
Ótimo texto e parabens.
Grande abraço e aguardo uma ajuda.
Geovanna


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Marco Antonio de Queiroz - MAQ disse em:

16/07/2011 - 13:17:23

Parabéns a todos por suas opiniões. Tenho um texto sobre o assunto também:
http://www.bengalalegal.com/pessoas-com-deficiencia
Minha preferência pessoal é pessoa com deficiência e não tenho problemas quanto a palavra deficiência para designar pessoas cegas ou de baixa visão. A Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência da ONU, ratificada pelo Brasil e, portanto, nossa lei constitucional, traz esse termo como oficial desde 2006 na ONU e assim, internacionalmente, e no Brasil desde 9 de julho de 2008, portanto acabamos de fazer 3 anos de Convenção.

É bom que se note que a Convençãofoi criada na ONU por pessoas, sociedade civil e governamental de todo o mundo. Assim, não é só de pessoas cegas e nem só brasileira e sim para todas as deficiências e para todos nós no mundo. O termo foi debatido em exaustão, como estamos fazendo por aqui, só que para todos os idiomas e deficiências.

Eu particularmente não gosto de deficiente x, y e z, prefiro pessoa com deficiência. Abração a todos.


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Marco Antonio de Queiroz - MAQ disse em:

16/07/2011 - 13:18:06

Esqueci de dar o endereço da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência:
http://www.bengalalegal.com/convencao

Abraços acessíveis, inclusivos e fáceis de usar do MAQ.


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ELIANE PINHEIRO disse em:

11/08/2011 - 17:57:27

Parabéns pelo texto! Muito bom!
Gostaria de sua autorização para publicá-lo em meu blog, com as devidas citações de autoria. Abraços!


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Ricardo de Melo disse em:

11/08/2011 - 17:59:41

Eliane, que bom que gostou do meu artigo.
Está autorizada a publicá-lo em seu blog.
Beijos


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Malu Fonseca disse em:

12/08/2011 - 20:36:16

Adorei seu artigo!!!
Muito útil aqui em meu trabalho!
Gostei do jeitinho bem humorado como escreve...
Abraços


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Elisandro disse em:

15/08/2011 - 14:43:34

Você tem razão!!!!
Não podemos dizer que existe uma pessoa 100% "normal", pois é de nossa natureza não o sermos.Porém deveria ser de nossa natureza aceitarmos as diferenças, pois é isso que torna cada pessoa única nesse mundo independete de limitações, classe social,cor,raça ou religão.
E além do mais todos nascemos com uma missão unica naTerra,portanto não cabe á nos julgar os outros pois nossos atos falam por si.


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Eloan Telácio disse em:

12/09/2011 - 17:14:53

Bom, eu me chamo Eloan (como pode perceber possuo a deficiencia de um nome normal) e faço faculdade de Gestão de turismo. Em uma das minha materias, tenho que fazer um trabalho sobre pessoas com deficiencia.
E um dos itens do trabalho dar uma definição, e não tive nenhma resposta brilhante que partisse de mim ou do Google. Só depois de ter lido seu artigo, pude perceber que não ia gostar ou entender nada do que encontrei... Por que compartilho da esma idéia que você.

Continue escrevendo para que possamos abrir os olhos e com eesse seu humor.

obrigada.


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Paulo disse em:

19/01/2012 - 19:56:07

Antes de mais nada, parabéns pelo artigo. Desculpe se estou sendo politicamente incorreto, mas eu quase rolei de rir. Você é um humorista nato e eu jamais me atreveria a dizer que você é "portador" de um ótimo senso de humor....

Sou jornalista e webdesigner. Recentemente iniciei um trabalho de pesquisa para acessibilidade na web. Escrevi um texto com um título parecido com isso: "Já pensou se um cego pudesse ver meu site?". Minha esposa me criticou: "Cego não, portador de deficiência visual !" Fui pego de surpresa: "E agora?"

Tenho quase 50 anos e sempre enxerguei muito bem, até que ultimamente desenvolvi uma pequena miopia, que não me atrapalha em nada, exceto para ler meus gibis - pois sou fã e colecionador de quadrinhos. Acabei indo ao oftalmologista que me receitou um óculos para leitura. Pronto, conclui: "sou portador de uma deficiência visual". Mas não era isso que eu queria dizer no título do meu artigo. Eu queria me referir às pessoas que realmente não enxergam nada.

Conclusão: Recorri ao moderno "pai dos burros" ( como meu velho pai chamava aos dicionários), o Google, e encontrei este maravilhoso e bem humorado artigo do Ricardo de Melo. Admirei a forma despretensiosa e livre de preconceitos como a questão foi abordada e conclui que o título do meu artigo está claro e objetivo.

Ainda assim me pergunto: Chamar de cego ofende?


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Ricardo de Melo disse em:

20/01/2012 - 14:17:16

Olá Paulo, fico agradecido pelo comentário que fez em relação ao meu aritgo. Meu artigo não tem a intenção de ser técnico ou servir de consulta.

Tenho muito interesse em ler gibis ou hqs tipo marvel e dc comics, mas minha baixa visão difuculta muito a leitura de quadrinhos. Mesmo usando lupas e outras tecnologias assistivas fica bem cansativo.

Quanto a sua pergunta final, alguns dvs ficam ofendidos com o termo cego, outros não. Alguns especialistas na área de inclusão e acessibilidade acham esse termo pejorativo, outros não. Enfim vai muito de como e para quem você dirige o termo.

Um abraço


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Elton Santos disse em:

27/02/2012 - 20:36:58

oi, amigo(q)meu nome e Elton eu tanbeem tenho deficiencia, baixa visão, E estava lendo o seu texto, da forma que vc quis dizer para nos foi um pouco rigoroso, essa foi a forma que eu compriendi mais como você falo isso foi sua forma de fala.


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Claudia Ribas disse em:

22/03/2012 - 07:56:38

Ricardo....
Parabéns pelo seu artigo!!! Que senso de humor!!! ADOREI!!!
Sou Fisioterapeuta, trabalho com crianças e adultos que sofreram algum tipo de lesão neurológica, congênita ou adquirida, e o que mais ouço por aí é essa terminologia insana de "portador de deficiência"... adorei a sua definição..rs
Mais uma vez parabéns!!!


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laiane disse em:

27/03/2012 - 07:44:36

que DEUS abrecoe cada um de vcs que então ajudando essas pessoas....


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Fabiola Gomes disse em:

29/03/2012 - 17:04:14

Olá, Ricardo gostaria de parabeniza-lo, gostei muito do seu artigo, achei que vc diferente de muitas pessoas lida com a sua deficienia com muito humor, e isso é bom, pena que nem todos pensan da mesma forma. Estou escrevendo um artigo para a faculdade, sobre o assunto, em especial sobre a inclusão de crianças com deficiencia nas escolas da rede pública, gostaria de saber se vc recomenda alguma obra de seu conhecimento sobre o assunto. Obrigado.


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Valdemir Fernandes disse em:

29/03/2012 - 17:05:11

OLá Ricardo,

Sou aluno de Magistério, e assistimos a uma palestra sobre deficiência visual. Uma das professoras que estava presente também assistindo a palestra, por ter o pai com deficiência visual questionou os alunos na forma da nomenclatura, dizendo que não se diz ¨CEGO ¨ E sim deficiente visual. Mas quando falamos cego , não quer dizer que afirmamos uma pessoa incapaz e coitadinho. Poderia explicar melhor?


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Ricardo de Melo disse em:

30/03/2012 - 09:35:34

Olá Valdemir, tudo bem?

Para alguns deficientes visuais o termo cego ofende e para outros não há nada de errado. Na minha opinião os deficientes visuais tiveram e ainda sofrem muita discriminação.

Até pouco tempo atrás a 'visão' que se tinha de um cego era a do coitadinho pedindo esmola nos trens das grandes cidades. Essa associação entre a cegueira e a condição social gera esse disconforto na hora de chamar as pessoas de cegas.
Acho que o termo PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL é mais politicamente correto, mas entre amigos e principalmente, se o deficiente visual em questão, não se importar em ser chamado assim, não vejo problemas.

Abraços


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Ricardo de Melo disse em:

30/03/2012 - 09:35:43

Olá Fabiola, que bom que gostou do meu artigo. Lidar com os problemas com bom humor facilita tudo, não é?

Quanto a sua solicitação de livro não tenho nenhuma indicação. Procure a Secretária da Pesoa com deficiência da sua cidade ou estado. Normalmente eles têm um bom número de obras para indicar


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Francinete Fernandes Américo disse em:

19/04/2012 - 17:32:38

Olá Ricardo, tudo bem??

Sou acadêmica de serviço Social, e estou estudando sobre Políticas Públicas e setoriais, achei super interessante seu artigo e outros comentários .
Me deixou bem mais informada sobre a questão "Portador e Pessoas com deficiência".
Meus parabéns, continue sempre com esse ótimo humor!!!!!


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GIVANICE SOUZA DO NASCIMENTO disse em:

23/04/2012 - 18:16:16

Sou formada em Pedagogia e trabalho sempre com pessoas portadoras de necessidades especiais e achei muito bacana sua forma de pensar, pois todos nós somos deficientes.

Continue sempre assim....


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Leandro disse em:

24/04/2012 - 05:13:55

Há uma conotação negativa na palavra "deficiente", pois dissemina uma idéia de incapacidade ou inadequação à sociedade. Todas as pessoas controem sua identidade a partir dos muitos papéis que desempenham socialmente, como homens, mulheres, trabalhadores, estudantes, entre outros atores e também de algumas características pessoais, como loiros ou morenos, usar óculos ou não, altos ou baixos, desta forma, a deficiência é apenas mais uma característica.
Os movimentos mundiais de pessoas com deficiência, incluindo os do Brasil, já convencionaram de que forma preferem ser chamados: PESSOA (S) COM DEFICIÊNCIA.
Este termo faz parte do texto aprovado pela Convenção Internacional para Proteção e Promoção dos Direitos e Dignidades das Pessoas com Deficiência, aprovada pela Assembléia Geral da ONU, em 2006, e ratificada no Brasil em julho de 2008.
Portanto, a pessoa não é deficiente e nem portadora de uma deficiência: ela "tem uma deficiência".
A deficiência é definida pela Lei 7.893/1989 como comprometimento que afeta a integridade da pessoa e traz limitações na sua locomoção, na coordenação de movimento, na fala, na compreensão de informações, na orientação espacial, ou na percepção e contato com outras pessoas.
É desnecessário discutir a questão das deficiências porque todos nós somos imperfeitos. "Não se preocupem, agiremos como avestruzes com a cabeça dentro da areia" (aceitaremos vocês sem olhar para as suas deficiências).


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GILBERTO DOS SANTOS DE OLIVEIRA disse em:

16/05/2012 - 09:41:22

Ser portador de deciência especial é saber comprender e não ser compreendido. Engerir a água do rio tietê na Empresa pois trabalhei intermitente com risco físico, químico e biológico, mas agradeço a Deus, mesmo com cérebro lesionado na intracrâniana que provocou epilepsia generalizada sou um milagre apesar da doença todos os dias quando acordo agradeço. Minha imagem foi prejudicada com palavras, devido a religião querer manipular o dom de Deus, para buscar seus interesses, mas não aceito vender ou negociar, sou escritor voluntariamente vou deixar um conselho para os Senhores que realmente querem ajudar pessoa especial.

Dicas importantes: Cuidado com a precipitação das imagens criada por conceitos precipitados, porque depois, para retirar da sociedade retrato falado sem apurar os fatos do medo da pessoa com os olhos distorcidos por má oxigenação cerebral sem atacar ninguém isto vai custar muito caro.

Palavras propagadas com intenção de persoadir e sem colocar de frente as duas partes envolvidas no mal intendimento, pode ferir a integridade moral e provocar ódio na vida dos outros sem deixar nenhuma chance de defesa do especial.

Mídia que alimenta o paradigma propagado com objetivo de sastifazer o sistema religioso, que diz na maioria que eplepsia é demônio ou alguns por interesses obcuros dos direitos da pessoa ser negado. Ter neurocisticicorse na intracraniana e ficar vivo não é para qualquer um se Deus não for com ele, tive três parada cardíacas.

Um abraço a todos vocês. Nunca esqueça a pá de terra que você joga na casa do vizinho um dia ela voltará para si mesmo.

Todos que delegam autoridade precisam saber, que a base dessa autoridade é justiça, caráter e transparência. Pense nisso!


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Suzana Lima disse em:

30/05/2012 - 09:53:53

Ah muleque, você é fodão. Muito bom texto.


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Júlia disse em:

13/06/2012 - 17:11:25

olha eu acho que esse cara está completamente certo pois nenhum ou nenhuma , deficiente não seja capaz de consiguir algo pois ela ou ele e guerreiro e tenha conseguido muito nessa vida . Meus tios são deficente visual mas a minha tia Deca ela faz roupa para boneca ela cozinha ela faz tudo que uma pessoa normal faz então se você tem preconceito que qui você esta fazendo nesse site cara ?


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Juarez Vieira dos Santos disse em:

03/07/2012 - 21:09:49

Amigo,
Necessito de informações em relação ao assunto em questão:
Tenho deficiência auditiva nos dois ouvidos, ou seja no ouvido esquerdo tenho perda severa de audição e no ouvido direito tenho perda moderada de audição, isso foi causado depois de muitas infecções e cirurgias mal sucedidas.
Minha pergunta é, eu me enquadro no PCD ou PNE? E como proceder e onde procurar, para que eu possa me tornar uma pessoa com deficiência.
Desde já agradeço sua colaboração.
Abraços,


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PERCEVAL CARVALHO disse em:

13/08/2012 - 08:32:48

Prezado editor, senhores e senhoras leitores e leitoras,

Pouco me apraz opinar sobre tal assunto, tendo em vista que cada um "sabe a dor e a delícia de ser o que é".

Particularmente entendo, e o faço enquanto pessoa que, em razão de um acidente, adquiriu uma lesão nas tíbia e fíbula direitas, que este é um tema um tanto complexo para um artigo. Todavia, não creio que qualquer termo ou modismo, o que acontece sempre em nosso país, possa traduzir, se esse seria o termo correto, ou caracterizar, ou melhor, redesignar um ser humano.

Somos todos e todas pessoas cheias de virtudes, defeitos, e estes últimos parecem ser os mais valorizados em nossa sociedade, com histórias de vida plenas de peculiaridades e, em fim, VIDAS.

Apesar de assim o sermos, sempre há alguém querendo nos reduzir a números, assim acontece todos os dias nos hospitais e clínicas, apelidos e outros adjetivos com o objetivo único de nos diferenciar, por exclusão, dos ditos "normais", ou aqueles sem defeitos.

Na verdade, o que se pretende é a exclusão. É apontar o outro/outra como algo ou alguém "não normal", fora do contexto do padrão, da normalidade.

Gente, o meu acidente não mudou nada me mim para além de dois ossos da perna direita.

Confesso que isso me incomoda e me irrita mesmo. Não me acho diferente, deficiente, com deficiência, portador sei lá de que, o cacete... Odeio os/as que tentam ou exprimem piedade por tomar conhecimento do meu problema.

Somos todos seres humanos repletos esperanças e de sonhos. Isso nos une e nos iguala. Isso basta!


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Solange Lustosa disse em:

18/09/2012 - 11:00:25

Gostei muito de sua abordagem descontraída.
Acho que essa nomeclatura vai mudar mais uma vez. Já me falaram que estão cogitando ser: PESSOAS COM COMPROMETIMENTO. Vamos aguardar e ver se essa se encaixa melhor, pois, de uma forma ou de outra existe a necessidade de uma denominação para determinados segmentos da população.
Carinhoso abraço.


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sushma disse em:

18/09/2012 - 11:00:53

Excelente texto


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daiana alves de jesus dalvi disse em:

26/09/2012 - 15:32:56

Olá!
Muito bom...
Parabéns pela reflexão.
Um forte abraço,
Daiana.


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Monique Moura disse em:

04/10/2012 - 17:53:26

Arrasou! Sou Assistente Social e concordo demais com seu texto!


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Fernanda Fernandes disse em:

15/10/2012 - 18:04:08

Estou fazendo um parecer e me bateu uma dúvida tremenda acerca de qual seja a nomenclatura "politicamente correta" para definir uma pessoa com deficiência mental. Daí, encontrei teu texto...
Vc conseguiu me convencer legal. Muuuuuuito legal!


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ione leite de bessa amorim disse em:

09/11/2012 - 18:29:32

Lendo essa reportagem não me identifiquei com a nomenclatura portador de necessidade especial. eu acho que pessoas precisam estarem atentas para tais termos! portadoras de necessidades especiais são aquelas pessoas que precisam de outrem para se viverem, ex tomar banho ,alimentar, dormir etc. o deficiente físico é aquele que é diferente! o meu filho falta a mão, então é deficiente físico. se estou errada me orientam. bjus


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Jasmine Heidi Domine Romano disse em:

25/11/2012 - 20:29:06

Ricardo boa noite,
Adorei seu Blog e a sua mobilização frente as questões de discriminações ao deficiente visual. Sou acadêmica do curso de serviço social, e tenho muita satisfação em aprofundar meus conhecimentos quanto as questões sociais e suas mais variadas dificuldadesno cotidiano do deficiente visual em seu cotidiano, retardando ou muitas vezes até anulando sua autonomia e indepêndencia enquanto cidadão.
Por esta razão gostaria da sua ajuda se vc possível, para a coleta de alguns dados para conclusão do meu projeto direcionado ao deficiente visual.
Já tentei falar em várias órgãos, conselhos, secretárias, mas vc sabe a vagarosidade de órgãos públicos (infelizmente).
Perguntas:
1 - Preciso saber em dados reais quantos deficientes visuais existem em São Paula - Capital, e se existe esses dados por região?
2 - Quais os tipos de políticas públicas existentes atualmente ao deficiente visual?
Ricardo desde já agredeço pela atenção, e aguardo dentro de suas possibilidades seu retorno.

Um abraço.

Jasmine Heidi Domine Romano


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Daiane Ribeiro ( de Itaberaba - Bahia ) disse em:

07/12/2012 - 13:56:33

Amei esse artigo, respondeu com eficiência e humor todas as minhas dúvidas e inquietações, parabéns Ricardo.


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philipe laurentino de melo disse em:

07/12/2012 - 13:57:44

Caro Sr. Ricardo, gostei do seu texto, bem descontraído e perfeitamente explicativo. Legal como tratou do assunto e se colocou como exemplo, de uma forma bem engraçada. Aew vai uma: Você tem uma perfeita forma de "enchergar" o mundo!
Abraço


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Ronnie disse em:

07/12/2012 - 13:58:32

Me deparei aqui depois de ver a presidenta Dilma em uma palestra dizer "portador de deficiencia" e o pessoal ter ficado irritado com ela. Não entendi nada, mas agora entendi o comentário acima e concordo com ele. Parabéns...


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luciene disse em:

07/12/2012 - 13:59:57

adorei, vc é muito inteligente e com certeza mais "eficiente" intelectualmente do que muitas pessoas sem "deficiência" seja ela qual for. Sua capacidade de comunicação transcende a sua limitação de uma forma genial e isso é fato!


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Wellington Barbosa disse em:

07/12/2012 - 14:51:42

Muito legal, acabo de ler uma noticia que a Dilma foi vaiada por usar o termo "Portador de Deficiência" e não saibia a diferença dos termos, agora ja sei. Parabéns


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Matheus Zilio disse em:

12/12/2012 - 15:23:00

Ótimo artigo!
Muito inteligente e sincero!
Estava procurando a nomenclatura correta para terminar o meu artigo, e com seu texto consegui encontrar.

Meus parabéns!


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Gustavo disse em:

14/12/2012 - 17:54:46

Muito bem redigido! Parabéns!


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Mauricio Piovezan disse em:

27/12/2012 - 22:35:53

Olá Ricardo, Bom Dia

Eu sou vendedor de veículos 0 km e uma das áreas que pretendo me aprofundar em 2013 e a venda para PCD, e venho buscando informações para saber como tratar as pesosas deste segmento e o seu artigo me ajudou muito.
Poderia me dar mais dicas de como posso me aprofundar neste assunto, pois vender alguma coisa para alguem depende muito do atendimento pré e pós vendas e saber como tratar as pessoas deste segmento será um grande diferencial.
Desde já agradeço.
Um abraço
Mauricio


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Guadalupe disse em:

19/01/2013 - 17:50:52

Nossa, eu adorei a forma que você escreveu. Simples, objetiva, engraçada. sinceramente gostei muito da sua postura em relação à vida! felicidades!


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Aline - Sampa disse em:

02/02/2013 - 12:51:49

Ricardo, desculpe mais terei que repetir uma expressão já utilizada para descrever seu artigo.
"Quase rolei de rir"
É de fato um artigo muitíssimo bem elaborado. E acredito eu, uma resposta a todos que se privam de debater e abrir suas mentes a qualquer assunto que gere o debate que esse gerou.

PARABÉNS!

Me tornei fã de sua arte, que ao meu ver é escrever, e muito bem, diga-se de passagem, desapegado de paradigmas e preconceitos.

Beijo grande a todos.

Aline


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Anaélia disse em:

22/02/2013 - 18:35:41

Olá Ricardo! Parabéns pelo artigo.
Sou diretora de uma escola da EJA e trabalhamos incansavelmente para que as escolas se preparem, cada vez mais, para que exista a inclusão. Peço autorização para divulgar o teu texto no site do Centro de Educação de Jovens e Adultos Alternativo. Saudações!
Anaélia


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Zelto Lira disse em:

04/03/2013 - 18:33:12

Ricardo, como é bom saber que vc num se abala com os comentários muitas vezes de mau gosto de algumas pessoas que se consideram "normal", suas palavras foram de extrema importancia para seminário que tenho que apresentar na faculdade.
Grato sou por sua palavras e principalmente com o jeito com que foram colocadas.


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Carlos Eduardo Cardoso disse em:

18/03/2013 - 11:11:59

O grande problema é que nós ditos como "normais" (com várias aspas se possível) não recebemos nenhum tipo de educação formal ou familiar de como tratar com uma pessoa com deficiência. O problema se agrava ainda mais, quando, os rótulos são instituídos, visando "amenizar" (com mais aspas ainda) a questão, dor, deficiência, ignorância do outro.

Eu particularmente sou um ignorante no tratamento com cegos, surdos, amputados, downianos. Não sei como me portar, muitas vezes não consigo olhar nos olhos da pessoa, por vergonha, por achar que tenho culpa de ser "normal" (super aspas, ativar !!!), por ter sido educado assim.

Gostaria de ser melhor...

Abraços a todos!


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Kelyson Tavares Araujo disse em:

04/04/2013 - 18:29:09

Olá Ricardo de Melo, quero parabenizar pelo artigo acima e dizer que você me influenciou bastante na escolha do tema para o meu tcc. Permita-me te usar como um de meus teóricos e aproveitando gostaria de saber se você me indica outras fontes para me aprofundar no assunto e outros teóricos.
Muito obrigado e parabéns pelo trabalho.
Abraços!


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VALDELIA BEZERRA DE MELO disse em:

04/04/2013 - 18:30:12

Cara,vc é o cara!Gostei de td q li. Oh sociedade hipocrita, deficiente somos todos nós, rotulos q denigrem mtas vezes a imagem de uma pessoa. Eu tenho uma filha surda e sei o q passamos com isso

Bjs e adorei seu humor. Sucessos


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Afrânio Scolaro disse em:

04/04/2013 - 18:30:29

Que ótimo esse post! Adorei! Parabéns pela forma leve com que tu conduziste o assunto. Abraços!


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ubiratan souza disse em:

04/04/2013 - 18:36:15

No curso de ed. fisica na faculdade Izabela Hendrix em BH na aula de educaçao inclusiva foi passado que o termo pessoas com necessidades especiais é o termo mais englobante , nesse caso gravidas, enfermos, crianças e adultos desprovidos de qualqer oportunidade de crescimento, minoria étnica.....cada um em seu momento de dificuldade. Todos temos entao nao há normais .


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Patrícia Leão disse em:

30/04/2013 - 19:15:32

Agora sei que não se deve usar a palavra portador.

Porém, concordo com Ubiratan Souza quanto ao uso do termo pessoa com necessidades especiais ser mais inclusivo.

Pelo seguinte:

A necessidade especial não está na pessoa e sim fora dela. Tomamos os seguintes exemplos para clarear o que estou tentando passar.

Vejamos o cadeirante, se o banheiro não tivesse portas largas, como ele faria para entrar? Porque o usual, o comum, é a porta ser estreita. A necessidade está na especialidade da porta, ou seja, mais larga que a usual. Ela tem que ser específica para aquela situação. Assim qq um poderá usar o banheiro.

Outro exemplo : uso do carro. Não será qq um. tem que adapta-lo ao cadeirante.Carro específico.situação específica.

Para o cego, escrita em braille . Escrita específica.

Enfim,
O termo pessoa com necessidade especial seria melhor.


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Audrei disse em:

13/05/2013 - 08:28:51

Estou contigo e não abro. Me diverti muito lendo o seu artigo e coloquei-me em seu lugar, afinal nós dito "normais" cometemos gafes que nos transformam "anomais" por falta de informações. Obrigado, agora entendi o porque de um nome, que ao primeiro ouvir não me soou bem.


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PAULO disse em:

24/05/2013 - 16:25:51

Quero te parabenizar pelo seu artigo, deveria ser divulgado pela mídia quem, sabe assim as pessoas q ñ sabem como pronunciar corretamente.


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eliani gladyr da silva disse em:

24/05/2013 - 16:28:20

Prezado.
Acabei de ler seu artigo, é legal a forma descontraída como você encara a situação isto é muito bom. Estou fazendo um trabalho para a faculdade justamente sobre inclusão de pessoas deficientes, em função da aplicabilidade da Lei 7.853/1989 e seu artigo vai me ajudar a esclarecer justamente esta questão da forma correta de se referir às pessoas com deficiência. Parabéns e continue assim , sabendo lidar com a vida.

Abraços
Eliani


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ELIANE DE SOUSA CHAVES BASTOS disse em:

05/06/2013 - 23:41:30

Querido (se me permite),
Estou eu aqui super atarefada com um projeto que tenho que entregar e procurando uma terminologia quando me deparo com seu artigo... parei, li e me diverti, estou ainda me deliciando com a sua forma de escrever e explicar, perfeito! Nem resisti e tive que comentar, e é claro compartilhar no Facebook onde compartilho apenas o que é bom e real e que leva ao aprendizado. Parabéns.


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antonia gomes da silva disse em:

11/06/2013 - 13:29:03

Ola ! Ricardo gostei muito do artigo e as nomeclaturas em relação as deficiência humana,ficaria mais fácil se nos colocassemos todos iguais perantes nossas necessidades. um abraço


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Lu de Souza disse em:

20/06/2013 - 16:34:51

Nossa! Simplismente amei, cada frase que voce escreveu, e abriu a minha mente para a forma que devo referir-me as pessoas com deficiencias, ou seja, a qualquer pessoa, dado que como voce disse, todos temos deficiencias.
Beijos e mais beijos, você é muito especial e se expressa como ninguem sobre este assunto. Amei!


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Flávio disse em:

20/06/2013 - 16:35:08

Cara, parabéns pelo seu artigo. Muito bom mesmo.


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Klenio Leite disse em:

20/06/2013 - 16:35:59

Pessoal, muito interessante o debate! Parabéns Ricardo! Estou precisando de pessoas como você em meu Grupo no Linkedin:

Pessoas Com Deficiência - Unidos seremos mais fortes.

Participe, você e outras pessoas que aqui estão, para que juntos possamos somar e ecoar a voz dessas 24,6 milhões de pessoas de nosso País.


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Roberta Batista disse em:

20/06/2013 - 16:42:24

Sou Uma Pessoa com Deficiência
Minha genetica é uma dadiva nasci assim. Fui tratada como normal a vida toda.
Isso para mim foi errado.
Ate que a vida lhe mostra seu limite.
Então sempre utilizaram o termo
PCD o mais correto.
Assim a um respeito maior.


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Ivanilde disse em:

28/06/2013 - 17:01:10

Ricardo,
Muito bom. Perfeito mesmo foi, é e será sempre só Jesus Cristo.
Que Deus te abençoe.
Paz.


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Lucas Adriano dos Santos disse em:

06/07/2013 - 11:43:03

Excelente texto Ricardo! Seu bom é algo genial!!! Gostei principalmente do seu apontamento em relação a essa linha tênue que temos em nosso idioma entre o que é chamado de politicamente correto e o que acaba sendo muitas vezes um eufemismo. Acredito que muitas pessoas ainda se confundem com qual termo utilizar para falar de pessoas com deficiência porque não foram capazes de refletir a respeito de certos conceitos e significados que as palavras podem carregar e, também, não se deram conta de como gostariam de ser elas mesmas tratadas em qualquer circunstância que seja. Portanto, ninguém melhor que você para argumentar sobre isso, já que é uma pessoa constantemente atingida por essas formas de chamamento. Só quem vivência certas situações é que pode saber do que está falando.

Parabéns! Conheci teu blog hoje através deste texto fantástico e vou continuar acompanhando porque tu escreves de forma muito agradável!

Grande abraço!


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Rubens Antonio Alves disse em:

06/07/2013 - 11:43:52

Boa noite, Ricardo,
Sou Deficiente Fisíco e confesso que não sabia que PCD era classificação de Pessoa com Deficiência, pessoas sem deficiência colocam essas nomenclaturas para aliviar nossa condição, más não tem alívio para quem é deficiente, seja ela qual for. Devemos lutar por uma nomenclatura única independente da deficiência.
Abraço.


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Marcileide Souza disse em:

15/07/2013 - 21:16:35

Nossa Ricardo tô impressionada com seu senso de humor, cara, é preciso entender que as pessoas com deficiência física vêem a vida de maneira normal assim como os que se dizem normais que possuem deficiências não tão à mostra, tudo não passa de um detalhezinho, amei ler este artigo, é muito massa. Jesus te abençoe!!! Vêem a vida é ótimo né? kkkkk!!! Até mais!


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mirian alves disse em:

16/09/2013 - 17:07:03

amei cara nossa esssa sim vou uma boa licao para kem acha k deficiencia nao é uma coisa k nao dao valor adorei


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Malu disse em:

23/09/2013 - 11:37:37

Fantástico seu artigo! Tenho um sobrinho PCD, ele teve paralisia cerebral causada por baixa oxigenação no parto que causaram sequelas motoras. Sei como é isso, a luta de sua mãe pela sua inclusão foi muito árdua, ELE FOI ROTULADO, o "deficiente" não poderia estudar com as demais crianças; TODA A SUA VIDA FOI BASEADA NA LUTA SEUS "DIREITOS"; o "deficiente" fez Faculdade, formou-se em Administração de Empresas e hoje trabalha em prol da inclusão dos PCD no mercado de trabalho.
Mas não é UM ABSURDO QUE, PARA QUE SE TENHA amor, respeito, solidariedade, fidelidade, caridade, compaixão, partilha, QUALQUER COISA REAL OU ABSTRATA, se tenha QUE RECORRER A "DIREITOS"?
Isso me leva a imaginar: não serão todas essas pessoas DEFICIENTES TOTAIS... afinal, não levam "nas costas o peso de todas as deficiências; não só as físicas (já que todos temos alguma), mas também as mentais (já que de médico e louco todos temos um pouco), atitudinais, sociais e culturais (já que atitudes de discriminação são deficiências)?
Na minha opinião, CEGO tem muito por aí não é mesmo? A diferença é que eles não tem limitação parcial ou total de visão. Mas nem por isso deixam de ser cegos...


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fabio gomes disse em:

25/09/2013 - 19:34:09

Cara concordo em gênero, grau e número com você.

Sendo deficiente físico concordo com cada palavra que você expressou em seu artigo. Penso que as terminologias criadas são preconceituosas afim de maquiar o que está na cara da sociedade. A sociedade acha que deve alguma coisa para nós, só acho que devem nos respeitar e criarem políticas publicas para podermos ir e vir sem precisar do auxilio de ninguém.

Sou de Natal/RN (84) 9906-7591 / (84) 8877-7216


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JOAO CABUS disse em:

12/10/2013 - 13:14:36

Peço a todos que nós ajude a fazer justiça aqui no BRASIL !!!! Fiz uma petição para que os portadores possam comprar carros com mais segurança !!! entrem no google e assinem a petição: aumento de 70 mil para 100 mil para que os deficientes comprem carros mais seguros !!! obrigado !!!


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Talita disse em:

31/10/2013 - 22:40:13

O material é ótimo! Parabéns, há muitas confusões ainda e dedos para dizer o que é. Obrigada!


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ELIENE disse em:

06/03/2014 - 17:41:10

amei todos pois aprendi bastante e vi que precisa mudar muitas coisas pra que tudo fica no seu devido lugar,



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