Ir para Conteúdo Principal | Ir para Menu Principal

Caminho Livre para a inclusão do Deficiente Visual

 

Meu primeiro contato com tecnologias assistivas

Publicado em 04/02/2012 por Júlio César Nunes em Discutindo a Deficiência com 0 comentários

Iniciando descrição da imagem...Foto de Júlio César de terno com as mãos no bolso. Iniciando texto...

Existem alguns termos que ouvimos por aí que são bem interessantes, vocês já devem ter ouvido falar em um desses: "Caviar, nunca vi nem comi, eu só ouço falar" e tem um outro que é geralmente dito quando alguém lhe pede uma nota de cem reais, aí se costuma responder: "nota de cem! Sei que existe, mas nunca peguei em uma".

Bom, até um tempo atrás, se alguém me perguntasse o que é um leitor de telas, bengala branca, talks ou qualquer outra tecnologia assistiva, provavelmente a minha resposta seria bem parecida com as que citei acima.

Porém hoje, a minha relação com tais tecnologias é como se fosse, por exemplo: sofá e televisão, salão de beleza e mulher, Wagner Moura e Lázaro Ramos, acarajé e baiano, ou seja, somos praticamente inseparáveis!

Desde o início da minha vida profissional quando eu tinha lá os meus 16 anos de idade, sempre tive contato com pessoas, e hoje com 31 anos vejo que aprendizado melhor não há.

Um período que quero dividir com você foi a minha experiência em um banco privado bastante conhecido aqui no Brasil, pois considero que foi nesse trabalho que pude realmente conhecer vários tipos de pessoas, e vejam só: uma das funções que exerci foi a de operador de caixa no atendimento especial para gestantes, idosos, e pessoas com deficiência. Fui designado para essa função, porque segundo o meu chefe, eu tinha uma melhor empatia com esse público do que os demais colegas.

Como não podemos prever o futuro, hoje deficiente visual analiso: que a minha melhor aceitação vem dá forma com que eu via as pessoas com deficiência, ou seja, não as julgava incapazes de realizar suas tarefas.

Depois que saí desta empresa, e iniciei um tratamento oftalmológico, por sinal sem sucesso, e atualmente prestes a me aposentar, vivo uma vida menos agitada profissionalmente falando, moro com minha esposa, minha irmã e uma tia, que sempre estiveram ao meu lado, pois a família é muito importante nesses momentos, não é?

Pois bem, passado os momentos conturbados de entrada e saída de centros oftalmológicos, é hora de continuar a vida, que por sinal não parou.

No início deste ano e por uma questão de necessidade fui em busca de informações, conhecimentos e novidades. Conheci algumas pessoas fantásticas que sem pedir nada em troca, se propuseram a me auxiliar, dentre elas quero aproveitar a oportunidade e aqui destacar um amigo, o Ricardo Malta, deficiente visual, professor universitário que realiza trabalhos sociais aqui em Minas Gerais, que conheci em março de 2011 e quando precisei, veio até a minha casa e pacientemente me deu as primeiras dicas sobre leitores de telas para computador e celular.

Tenho que confessar, naquele momento as minhas sensações foram as mais variadas possíveis, uma mistura de surpresa, admiração, entusiasmo e uma vontade danada de aprender e colocar logo a mão na massa! Uma miscelânea de sentimentos diante do que me era apresentado, inclusive, me recordo que uma das primeiras perguntas que fiz foi: "cara, como você consegue fazer essas coisas?", a resposta foi simples: "prática, é só praticar que você consegue".

Hoje quando alguém me faz essa pergunta, que por sinal é frequente, aproveito para tirar aquela onda de "mestre dos magos", aí faço uma cara de intelectual estilo Bill Gates e respondo: "É simples! Não tem segredo!".

Brincadeiras a parte, a cada dia vou aprendendo como melhor utilizar o leitor de tela, e a internet é uma ótima fonte de informação. O talks sabemos que mais simples, impossível.

Quanto a minha relação com a bengala, o artigo "O poder da bengala branca", considero que descreve tudo aquilo que todos nós sentimos.

Enfim, estou achando o máximo as possibilidades tecnológicas que nos permitem colocar em prática as nossas habilidades, que não são poucas. Mesmo que algumas pessoas, que por sinal são a minoria, ainda não consigam enxergar o próprio limite, mas teimam em rotular e determinar as limitações do próximo.

Portanto, senhoras e senhores exercitem um pouco esses dedinhos, e digitem em algumas palavras, a sua opinião sobre as tecnologias em geral, pois, caso contrário se ao término deste texto você não deixar seu comentário o seu computador vai começar a desobedecer a todos os seus comandos sem a menor explicação, podem acreditar urucubaca de ceguinho pega, e pega mesmo!


Aproveite e dê uma olhada nesses artigos também:

Compartilhe:


Ícone Comentários

0 Comentários

Não existem comentários, aproveite e seja o primeiro!
Ícone Comente

Deixe seu comentário

Preenchimento obrigatório

Preenchimento obrigatório

Preenchimento opcional

Preenchimento obrigatório

Ir ao topo